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Como trabalhar em regime turn key

Olca Engenharia

Para trabalhar no regime turn key – ou chave na mão, como é conhecido o serviço em que a empresa contrata um único escritório, do projeto à sua implantação e entrega das chaves -, um escritório de arquitetura precisa desenvolver algumas habilidades que não costumam fazer parte do dia a dia do modelo convencional. Entre as novas funções, estão a realização de orçamentos e cronogramas de obras, o gerenciamento de projetos (do lado financeiro ao contrato dos fornecedores) e o acompanhamento da execução.

O turn key pode ser realizado em qualquer tipo de obra, dependendo da especialização do escritório, sendo bastante comum em obras corporativas – tanto construção quanto reforma de conjuntos comerciais, mas principalmente na arquitetura de interiores. Nesse tipo de regime, o mais comum é o trabalho começar com o projeto, mas há empresas que só realizam a implantação quando o cliente já tem um projeto.

Tipos de contrato

O mercado pratica diferentes variações de contratação. As possibilidades variam entre o escritório de arquitetura executar somente projetos próprios, implantar projetos apresentados pelo cliente (o que é mais raro) ou adotar o regime turn key para projetos específicos, como reformas residenciais.

Seja qual for o tipo de projeto, exige que profissionais especializados – engenheiros ou arquitetos – acompanhem de perto o desenvolvimento das obras para supervisionar fornecedores e todos os detalhes da execução, como forma de garantir a qualidade e também os prazos. Já na execução, como nem sempre os escritórios têm essa mão de obra em suas folhas de pagamento, é comum fazer parcerias com empreiteiras e construtoras.

De acordo com os escritórios, apesar de comuns, as parcerias exigem muito cuidado. O importante é desenvolver uma relação de confiança com as empresas contratadas. Cabe ao escritório responsável pelo turn key fazer o papel de fiscalizador desses parceiros e fornecedores.

Detalhamento

Stephan Steyer, sócio-diretor da ST Arquitetura, conta que o escritório tem 95% dos seus negócios no segmento corporativo e que 80% desses projetos são voltados para a arquitetura de interiores, e em sistema turn key. Nesse caso, em cada obra, até por serem projetos rápidos – alguns de 30 a 60 dias -, a ST coloca um arquiteto dedicado para acompanhar cada detalhe do que acontece no projeto em execução. “Como atuamos muito com obras internas, que são muito mais montagens, nas quais contratamos fornecedores especializados, o papel desse profissional acaba sendo o de acompanhar toda a instalação, que pode envolver mais de 20 fornecedores”, afirma Stephan. Para o diretor, um detalhamento muito bem definido faz toda a diferença no regime turn key. Para evitar surpresas, afirma, todo o cronograma é fechado em conjunto com os fornecedores antes de ser apresentando para o cliente.

Nova estrutura

Para funcionar no regime turn key, Stephan conta que tem parte do escritório dedicada a funções administrativas, e uma das principais atividades é a realização de orçamentos: “O cliente fecha o preço com a gente, levamos os orçamentos, e a ideia é que ele volte lá quando tudo estiver pronto”. Reuniões semanais ajudam a empresa contratante a acompanhar o desenvolvimento da implantação.

Na Informov Arquitetura + Engenharia, que hoje conta com 160 funcionários e, além de realizar obras, também fornece produtos como forro, carpete e luminárias, o escritório tem uma estrutura voltada para atender clientes no regime turn key com departamentos de arquitetura, engenharia, orçamento e até vendas. Só a área de planejamento de projetos conta com 14 arquitetos. Já o departamento de engenharia, responsável pela supervisão da obra, tem desde arquitetos até técnicos de segurança e encarregados de obra. Para manter essa estrutura, a Informov só atua em obras a partir de 300 metros quadrados.

Acompanhamento das obras

Como os prazos – principalmente das obras corporativas – normalmente são bem apertados, o ideal é desenvolver maneiras de agilizar a aprovação dos projetos e, se possível, possibilitar que o cliente acompanhe sua implantação onde estiver.

No site da Informov, os clientes têm acesso a novas fotografi as da obra toda semana para acompanhar a obra. De acordo com Murilo Toporco, diretor da Informov, isso possibilita que as companhias acompanhem o desenvolvimento da obra e é especialmente útil a multinacionais, que podem ver a evolução do projeto mesmo à distância.

Atrasos

O controle dos atrasos é outro ponto que exige atenção nesse tipo de regime, podendo existir multas nos contratos. De acordo com Stephan, porém, multas são comuns em obras maiores.

Para Maria Fernanda Silveira, do escritório Carvalho e Silveira Arquitetura e também presidente da Associação Brasileira dos Gestores e Coordenadores de Projeto (Agesc), o que precisa ficar claro nos contratos é que as responsabilidades devem ser compartilhadas e começam com os clientes. “O turn key não faz com que toda a responsabilidade seja do escritório. Eu tenho responsabilidade no planejamento e no gerenciamento”, afirma.

Apoio pós-obra

Apesar de ter conhecido como contrato de chave na mão, o trabalho do escritório não termina com o fim da obra. A garantia pós-obra é comum e significa que o escritório tem de dar garantia dos serviços prestados e também fazer o meio de campo entre cliente e fornecedor quando acontece algum problema de instalação ou com o material.

Na prática Turn key

No regime, também conhecido como chave na mão, o escritório é responsável pelo projeto e pela obra – da escolha e compra dos materiais à execução. Em alguns casos, há até assessoria para a escolha do imóvel ou terreno.

Como é o trabalho

  • Com equipe própria ou parceiros
  • Áreas de atuação
  • Construção/reforma
  • Estrutura necessária

Varia muito de acordo com os segmentos e o tamanho do escritório, mas pode ter:

  • Área comercial
  • Área de projetos
  • Área de orçamentos
  • Área de gerenciamento de obras

O que o escritório precisa ter

Profissionais especializados em gerenciamento de obras, que inclui a realização de orçamento e cronogramas, e profissionais para acompanhar a obras, normalmente arquitetos ou engenheiros

Contrato

  • Varia de escritório e cliente, mas é normal existir multa para atraso de obras
  • Acompanhamento da obra pelo cliente
  • Também varia de caso a caso, mas normalmente acontecem reuniões semanais e visitas à obra
Fonte:


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